O desmatamento de áreas verdes na Região Metropolitana de Belo Horizonte e o plantio nas ruas de árvores (Ipês, Magnólia, Ficus, entre outras) que fornecem alimentos às aves contribuíram para a volta de um personagem muito querido à cena urbana: os pássaros. Interessado neste fenômeno, o jornalista e fotógrafo mineiro Marcelo Prates fixou suas lentes em semáforos, monumentos, muros, prédios e outros logradouros públicos em busca de espécies para ilustrar o livro Pássaros da Liberdade, Além das 300 fotos de pássaros, o livro também traz textos poéticos dos jornalistas Nilseu Martins e Roberto Mendonça que buscaram através das palavras retratar a beleza das fotos e mostrar os costumes e adaptações vividas por estas aves. Desta forma, unindo fotografia e literatura, Pássaros da Liberdade fala de ecologia ao destacar a fauna e flora da capital e ainda extrai arte de onde menos se espera.

Preocupação com o meio ambiente

Seria no mínimo incoerente se Pássaros da Liberdade agredisse o meio ambiente. Por isso, a equipe de produção do livro optou por neutralizar as emissões de carbono originadas por todo o seu processo de editoração, desde o custo ambiental da celulose até o transporte da obra já finalizada. Para isso, foram plantadas 17 árvores em matas ciliares da Região Metropolitana de Belo Horizonte para compensar as cerca de duas toneladas de CO2 emitidas pela fabricação do livro, que é o primeiro do estado a receber o selo Carbono Zero. Os cálculos foram feitos por uma instituição especializada em preservação ambiental.

O livro teve programação visual do artista plástico, ilustrador e escritor Marcelo Xavier, produção de Claudio Rocha e Fernanda Gomes, produção gráfica de Sylvio Coutinho, consultoria da bióloga Angela Faggioli, arte final de Cláudio Márcio. O trabalho possui 180 paginas coloridas, formato 23,5 x 29 cm e tiragem de 1000 exemplares. “Tivemos um cuidado extra para editorar Pássaros da Liberdade e deixá-lo à altura do talento do Marcelo, que faz poesia urbana em suas fotos e capta as sutilezas e grafismos das formas geométricas da cidade”, comenta Sylvio Coutinho, da Pró Digital editora.


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